Você já deve conhecer aquela história da empresa de calçados que resolveu exportar seus produtos para Índia.  Num determinado momento, precisando verificar a viabilidade do projeto, enviou dois especialistas ao distante país. Sendo assim, aguardou o parecer de cada um antes de dar o próximo passo.

Para surpresa de todos, enquanto um deu parecer negativo, justificando que lá não havia mercado já que ninguém usava sapatos, o outro afirmou ser uma excelente oportunidade, pois lá ninguém usava sapatos.

Lembrei-me dessa parábola, da qual desconheço a autoria, por tanto burburinho que tenho ouvido em relação ao mercado digital.

Tem gente afirmando que só faz sucesso por aqui quem oferece entretenimento, autoajuda, conceitos rasos e conhecimento fast food. Mesmo assim, dizem que o mercado digital estaria tão saturado de tudo que isso que já virou um verdadeiro oceano vermelho.

Observando o mesmo mercado, tenho a impressão contrária. Acompanho o sucesso de canais, páginas, sites e blogs com vídeos que chegam a durar mais de uma hora e textos longos. Dessa forma, eles enriquecem a mente e o espírito de seus seguidores.

Por que estou falando sobre isso?

Porque acredito que o grande encanto da internet se apresenta em suas diversas possibilidades de favorecer a criação do mercado no qual se quer atuar. É a magia dos nichos!

Eu, por exemplo, fugi do suposto oceano vermelho digital nadando contra a corrente daqueles que afirmam que as pessoas com funções operacionais, não gostam de estudar, são acomodados ou preguiçosos.

Minha experiência de tantos anos dando treinamento em indústrias me mostrou que basta oferecer algo que a galera perceba que faz sentido que, na hora, o interesse aparece. Pessoas são curiosas, desejam conhecimento, querem entender o que estão vendo, ouvindo e vivendo, e não há quem me convença do contrário.

Uma oferta sempre pobre torna a pobreza um hábito.

O que acontece, é que se a oferta for sempre pobre a pessoa se habitua à pobreza. Pensa em alguém limitado a comer em uma mesma lanchonete todos os dias. Pode-se afirmar que ela só gosta de sanduíche? O que aconteceria se a oferecêssemos um prato de boa comida?

Em uma ocasião fui chamada para dar um treinamento de SMS (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) para o pessoal da produção e manutenção mecânica em uma grande indústria da minha região. Esse treinamento fazia parte de um pacote de horas obrigatórias firmadas em um acordo trabalhista, ou seja, tínhamos que cumprir tabela.

Era a hora de dar um show ou fazer mais do mesmo

Ao entrar na sala havia uns 30 homens, a maioria na faixa dos 40 anos, já querendo saber se eu iria liberá-los mais cedo.  Como já conhecia alguns dos presentes por participação em outros treinamentos, tomei a liberdade de perguntar quem já tinha participado de um treinamento de SMS. Sem nenhuma surpresa para mim, todos levantaram a mão.

Foi então que eu lhes disse que não seguiria o programa do curso e abordaria o tema por outro ponto de vista. Tratamos de conceitos como responsabilização a priori ou a posteriori analisando o caso dos meninos que morreram nos contêineres do Flamengo. Abordamos as tragédias que se repetem todos os anos com as chuvas e paramos pra pensar no comportamento humano, no que nos faz efetivamente responsáveis por algo ou alguém.

Pra você ter uma ideia, até o Índice de Felicidade Interna Bruta, adotado no Butão, eu apresentei para eles, que desenvolveram um debate muito rico e pertinente à realidade deles e ao tema central de nosso encontro.

Naquele dia só não nos alongamos mais porque tínhamos que respeitar o horário de bater o cartão. Muitos vieram me agradecer por levar a eles conhecimento novo e depois fiquei sabendo que cobraram ao RH que me colocasse novamente em outros módulos.

Valeu a pena quebrar os padrões!

Situações como essa me dão força pra continuar insistindo em contrariar a maioria e cada vez me dedicar mais a compartilhar conhecimento com o pessoal da base. Eles têm sede de aprender e de melhorar, só não têm oportunidade.

Como resultado disso tudo, sempre que alguém me alerta quanto a um texto que ficou muito longo e ninguém vai ler “porque as pessoas não gostam de ler”, eu penso em explicar que há uma diferença entre não gostar e não ter do que gostar. Desta forma, não há texto ou vídeo longos demais, o que as pessoas não gostam é de coisa chata, em linguagem que não lhes atenda, de forma repetitiva ou descuidada.

A turma da base, que já estava insegura quanto a seus empregos devido à velocidade das mudanças que estamos vivendo, agora, com os impactos da Covid-19, está com medo mesmo. Sabem que precisam reagir e mudar alguma coisa para obterem resultados diferentes, mas não sabem o que nem como.

Para direcioná-los nessa caminhada, estou lançando um curso online. Traduzindo conhecimento para uma linguagem muito simples e disponibilizando conteúdo objetivo, voltado exatamente para o pessoal operacional de indústrias, prestadoras de serviço, atuantes em setores administrativos, áreas comerciais e qualquer outra na qual se perceba a necessidade de crescimento profissional.

A proposta é dar a essas pessoas a oportunidade de aprenderem aquilo que seus líderes já aprenderam e, diminuindo o abismo do conhecimento, aumentar as interações profissionais independentemente dos cargos que ocupam.

Se eu não vou divulgar meu curso aqui?

Claro que sim! E ainda vou te pedir pra encaminhar o link abaixo pra todo mundo que você acha que pode se interessar em fazê-lo.

Link Seguro: https://hotm.art/AlavanqueSuaCarreiraAgora

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Firmemente dedicada a viver seu propósito, Tatiana Livramento compartilha conhecimento com empresas e profissionais através de treinamentos, workshops, palestras, mentorias e consultoria.  Desenvolva pessoas e aumente o grau de resiliência das organizações! Saiba mais sobre a autora e seus serviços clicando aqui.